Freya deixa o mar brasileiro

A remada a partir do Paraná foi relativamente tranquila e a partir de Floripa, Freya se aliviou do calorão, um dos maiores problemas pra ela, já que a água começa a ficar mais fresquinha. Aproveitou a remada antes da chegada de uma frente fria, até o Farol de Santa Marta, onde começa a longa praia que vai até o final do Brasilzão.

Esse é um dos piores trechos do litoral, com mar quase sempre grande e sem aportagens seguras, onde geralmente são observadas 3 arrebentações de ondas pra sair ou entrar no mar. Nada confortável para um remador de expedição com o caiaque carregado! É onde tudo pode dar errado e uma viagem acabar com o barco quebrado, no mínimo.

Já tinhamos conversado sobre as possibilidades e ela, que realmente não é fã de ondas e surf, apesar de ter feito a volta na Austrália e America do Sul, decidiu pelo caminho mais abrigado e diferente: a cadeia de lagoas que começa em Torres, emenda na Lagoa dos Patos, na Lagoa Mirim, até o Chui. Depois ela volta pro mar, pra perna final até Buenos Aires.

Ajudada pelo amigo Leo Esch, que acompanhou ela hoje na remada, tá curtindo a paz das lagoas gaúchas, coisa que ela não tinha faz tempo!